O Corão, livro sagrado dos muçulmanos, é pouco menor que o Novo Testamento.
Embora tenha sido traduzido para outros idiomas, os muçulmanos não consideram essas versões como autorizadas. Somente a versão árabe é considerada a Palavra de Alá. Veja alguns exemplos de seu respeito ao livro sagrado:
- os bons muçulmanos nunca tocam o seu livro sagrado sem lavar as mãos;
- nunca o colocam no chão;
- nunca o carregam abaixo da linha da cintura.
Talvez nós, cristãos, pudéssemos aprender algo de nossos amigos muçulmanos quanto ao respeito para com o nosso Livro Sagrado. Embora respeitemos a Bíblia, não a consideramos um objeto digno de adoração. Por outro lado, tenho certeza de que muitos de nós poderíamos demonstrar mais reverência para com o Livro de Deus do que o temos feito. Em muitos lares chamados cristãos, permite-se que a Bíblia permaneça numa prateleira ou mesa ano após ano, sem ser notada, aberta ou lida.
Freqüentemente, livros e revistas seculares são empilhados em cima dela.
Deveríamos ter sido ensinados que nada deve suplantar a Bíblia. Portanto, deveríamos hoje, sentirmo-nos incomodados quando outras coisas estivessem empilhadas sobre a Palavra de Deus.
Embora ninguém deva ser dogmático e dizer que uma forma particular de colocar a Bíblia é correta e todas as outras são erradas, o lugar que damos à Bíblia fisicamente talvez reflita o lugar que lhe damos mentalmente. Uma coisa, entretanto, está além de qualquer discussão: é muito mais importante que os ensinos da Bíblia tenham um lugar central em nossa vida, do que o próprio Livro tenha um lugar especial na casa. Se possível os dois.
Hoje damos mais ênfase, mais cuidado, mais atenção, por exemplo, para a igreja do que para a Bíblia. Se não houvesse a Bíblia não saberíamos da existência de Deus, assim como os muçulmanos não saberiam de Maomé, Alá, Meca, se não houvesse o Alcorão. Sem Deus não há a Igreja. Sem a Bíblia não há a Igreja, nem tampouco a igreja.
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